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A imagem do bibliotecário

A IMAGEM DO BIBLIOTECÁRIO

A imagem de uma profissão é formada através de vários fatores que compõem o seu esteriótipo:

– Como a profissão é mostrada na literatura, cinema, televisão;

– O exemplo de profissionais destacados ( e dos maus também);

– O marketing pessoal do profissional.

Somos cerca de 30.000 bibliotecários no Brasil, a grande maioria trabalhando como empregado.

Em todo o Brasil temos menos de 200 empresas registradas nos CRBs atuando na área das bibliotecas e documentação.

Nas minhas viagens pelo Brasil, e “navegando”, sempre consulto jornais e publicações e raramente encontro um anuncio de profissional BIBLIOTECÁRIO.

Apesar de sermos definidos pela legislação como Profissionais Liberais, o que vemos são colegas procurando apenas EMPREGO e estudando para CONCURSOS PÚBLICOS.

A presença do profissional pode ser detectada na INTERNET, existem milhares de blogs, sites, perfis em rede sociais (instagram, linkedin, facebook, etc.) de bibliotecários, mas a maioria tem apenas a finalidade informativa e de troca de experiencias, poucos utilizam estas ferramentas para vender seus serviços.

Um tema muito comum nas listas de discussão é : “O quanto cobro por este trabalho?”, pois não sabemos definir o valor/hora e determinar preço.

O Bibliotecário não é reconhecido pelo MERCADO, pois não VENDE a sua força de trabalho, não investe no seu MARKETING PESSOAL.

Quem possui pelo menos um cartão pessoal divulgando seus serviços, com telefone e e-mail para contato?

Quem se considera uma EMPRESA DE UMA PESSOA SÓ (mesmo que não tenha ainda formalizado uma empresa) e age como uma EMPRESA identificando MERCADO ALVO e trabalhando em ações específicas para conquistar uma fatia do mercado? Se divulgando?

É preciso entender que a imagem do Bibliotecário só irá mudar quando houver atitudes individuais e de classe

As Associações precisam ser fortalecidas e os eventos devem ser dirigidos para a sociedade, públicos somente com bibliotecários não produzem mudanças na nossa imagem.

A imagem do bibliotecário só irá mudar quando tomarmos a iniciativa de reconstrução, nas adianta colocar a “culpa” nos outros, a mudança só ocorre quando existe o empenho individual