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Bibliovagas no Telegram

O Bibliovagas tem um grupo no Telegram.

Sempre que for postada uma vaga no site, os participantes receberão uma notificação.

Hoje mudei as configurações permitindo que sejam postados comentários e adicionado novos participantes por todos.

O Telegram tem a vantagem de permitir até 200.00 participantes e permite divulgar aúdios e vídeos sem ocupar a memoria do celular.

O foco é apenas a Biblioteconomia e o mercado de trabalho.

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Qual o mercado da biblioteconomia?

Qual o mercado da Biblioteconomia?

Segundo Rossetti (2000) mercado é determinado local onde os agentes econômicos realizam as suas transações.

Na teoria vemos diversas publicações dizendo que o bibliotecário pode atuar em qualquer tipo de empresa pois a sua atuação não está presa ao suporte físico, mas sim ao gerenciamento da informação, esta premissa pode ser verdadeira, mas não se reflete na oferta de vagas de emprego e trabalhos.

Empresas e empregadores não veem o Bibliotecário como um profissional que possa ser útil na empresa, se isto fosse verdade não teríamos tantos colegas desempregados.

A maioria das vagas onde aparece o termo “bibliotecário” ainda está no segmento biblioteca escolar/universitária, temos muita dificuldade de ampliar o “mercado” de atuação, umas das causas acredito ser que a maioria da produção de conteúdo dos eventos, publicações e postagens nas redes sociais da nossa área são voltadas para a biblioteca tradicional.

As empresas não percebem que o bibliotecário pode atuar em outras áreas pois não veem eles falando sobre outras áreas.

Para fugir da nossa “bolha” é preciso entender a necessidade dos outros “mercados”, para isto é preciso participar de eventos na área jurídica, engenharia, médica, etc. Entender quais são as necessidades informacionais e como podemos desenvolver produtos e serviços que resolvam os problemas.

Quem contrata ou emprega quer uma solução eficiente e rápida, não importa tanto o que está escrito no diploma do profissional, mas que ele demonstre experiência e conhecimento na área.

Em breve teremos um aumento de profissionais pela oferta do curso de Biblioteconomia EAD nas instituições federais, é preciso repensar que tipo de profissional será formado, pois a oferta de vagas atual é limitada e se não conseguirmos ampliar o mercado de atuação a situação será cada vez mais crítica.

Espero que cada vez mais os eventos da Biblioteconomia sejam voltados para outros segmentos, deixando de falar apenas para nós mesmos, entendendo os problemas de outras áreas.

ROSSETTI, José R. Introdução à economia. 18.ed. São Paulo: Atlas, 2000.

Nelson Oliveira da Silva – CRB 10/854

Diferença entre emprego e trabalho

Diferença entre emprego e Trabalho.

Neste momento de crise com milhões de desempregados é preciso entender a diferença de Emprego e Trabalho.

Quando você procura emprego está atrás da segurança do salário, que garante uma renda mensal obtida em troca de uma carga horária e atividades pré-determinadas.

O trabalho é uma atividade que você sabe desenvolver e que existem pessoas ou empresas dispostas a pagar por isto.

É claro que em todo emprego você executa trabalhos, mas alguns destes trabalhos acabam sendo gratuitos para a empresa ou o que você recebe é bem menos do que o valor cobrado externamente.

O emprego normalmente se procura em anuncios, enviando currículos ,fazendo entrevistas.

Trabalho se obtém através de marketing pessoal, formando rede de contatos, sabendo divulgar suas habilidades e diferenciais.

Nos dois casos a indicação e bons contatos criam oportunidades.

A decisão de qual rumo tomar depende das suas habilidades e da sua capacidade de se “vender”.

Por que a Biblioteconomia não é popular?

Por que a Biblioteconomia não é popular?

Costumo acompanhar com atenção tudo o que é publicado sobre biblioteconomia e bibliotecas nas mídias e redes sociais.

Percebo que na maioria das vezes o tom é negativo ou desanimador, como na novela “O guardião” onde a professora é convidada a assumir o cargo de bibliotecária, ou o ladrão de livros raros que já virou filme.

Gostaria de achar um perfil nas redes sociais, feito por bibliotecário, que tivesse mais de 100 mil seguidores, seria um indicativo de atingir um publico maior que os próprios bibliotecários.

Existem vários canais, perfis, sites, blogs, feitos por bibliotecários. A maioria não dura mais que 2 anos, produz pouco e não consegue crescer.

Esta dificuldade de ser “popular” reflete no desconhecimento da profissão, na sua pouca valorização, baixos salários, poucas ofertas de emprego e desemprego alto.

O famoso “Biblio o que?” ainda é um realidade e deixa claro que profissionais, universidades e entidades representativas não conseguiram criar formas eficientes de divulgação para a sociedade em geral.

O marketing pessoal, profissional é algo que precisa de um trabalho bem planejado e feito em conjunto.

Acredito que a solução estaria no fortalecimento das Associações que poderiam focar em ações para o público externo, não adianta continuarmos fazendo somente congressos, seminários onde o público é composto 99% por bibliotecários.

A sociedade e as empresas só irão descobrir a nossa importância se formos capazes de divulgar as boas realizações e as áreas onde a nossa atuação pode impactar positivamente.

Estágio: Aprendizagem ou mão de obra barata?

Todos os cursos ,a partir dos anos finais do ensino fundamental, permitem que o aluno trabalhe como estagiário.

Alguns cursos tem o estágio obrigatório no currículo, atividade necessária para a aprovação final.

Existe também o estágio não obrigatório, que é muitas vezes  a porta de entrada dos jovens no mercado de trabalho.

O estágio é uma oportunidade para o estudante conhecer a atividade na prática da sua futura profissão, ou apenas uma chance de obter renda.

Na atual situação econômica é preciso conhecer os direitos e deveres previstos na Lei do Estágio 11.788 de 25.09.2008. 

Definições: 

Estágio obrigatório é aquele definido como tal no projeto do curso, cuja carga horária é requisito para aprovação e obtenção de diploma.

Estágio não-obrigatório é aquele desenvolvido como atividade opcional, acrescida à carga horária regular e obrigatória.

Para qualquer forma de estágio é necessário:

Celebração de termo de compromisso entre o educando, a parte concedente do estágio e a instituição de ensino;

Compatibilidade entre as atividades desenvolvidas no estágio e aquelas previstas no termo de compromisso.

Carga horária máxima:

4 (quatro) horas diárias e 20 (vinte) horas semanais, no caso de estudantes de educação especial e dos anos finais do ensino fundamental, na modalidade profissional de educação de jovens e adultos;

6 (seis) horas diárias e 30 (trinta) horas semanais, no caso de estudantes do ensino superior, da educação profissional de nível médio e do ensino médio regular.

Direitos do estagiário:

contratar em favor do estagiário seguro contra acidentes pessoais, cuja apólice seja compatível com valores de mercado, conforme fique estabelecido no termo de compromisso;

Sinais  que a oportunidade é um sub-emprego, disfarçado de estágio:

– Não existe um termo de compromisso entre: instituição de ensino, aluno e empresa.

– Não existe um supervisor de estágio que emite um relatório de desempenho semestral que é enviado para a instituição de ensino.

– O estagiário não consegue liberação do trabalho, ou redução da carga horária nas semanas de provas.

– As atividades realizadas pelo estagiário e a cobrança delas, é igual aos demais funcionários do setor, não havendo oportunidade de aprendizagem ou orientação para a execução das mesmas.

O estágio é uma excelente oportunidade para o jovem se iniciar no mercado do trabalho, mas é preciso uma fiscalização atuante dos conselhos profissionais e dos fiscais do ministério do trabalho para que não se transforme em mais uma forma de explorar o trabalhador.